Publicado por: camylanogueiracardoso em: novembro 5, 2009
O mundo começou a ficar diferente no domingo, 18 de outubro. Acordei mal e depois do almoço, passei a vomitar sem parar. Não era vômito de enjoo não, era dor de estômago, uma coisa chata e irritante. Pedi e minha mãe me levou pra emergência já no final da tarde. Graças a Deus encontrei a Nevis, enfermeira conhecida e que sempre me ajudou quando precisei. Ela já me colocou dentro do consultório e o médico mediu minha pressão, que estava catorze por nove. Ele já me adiantou que eu estava com pré-eclâmpsia.
Liguei pro Dr. Augusto, meu obstetra, que pediu pra verificar a pressão mais duas vezes e depois ligar pra ele de novo. A pressão não baixou e fui internada no domingo mesmo. Foram quatro diasd vomitando a cada 20 minutos, sem conseguir comer ou beber algo. A pressão não baixava e os vômitos também não. Já estava tomando drogas muito fortes. Na quarta-feira, dia 21, fiz umas três ultras… Estava difícil, porque minha barriga doía demais, Isabella mexendo muito, eu já não aguentando de tanta dor. A cada apertão (eu sentia aperto) do aparelho da ultra, achava que ia desmaiar.
À noite, o Dr. Augusto veio me ver e depois de examinar, decidiu fazer o parto. Juro, só dele me falar isso já fiquei aliviada. Liguei para minha mãe e pra mãe do fornecedor do esperma. Adivinha quem chega primeiro na maternidade??? O próprio! Nem foi convidado, pensei. Achei que ia se comportar, mas logo quis saber: – Cá, seus pais vão chegar logo? – Não sei… – É que tem um cabo de som no seu carro que é meu, preciso pegar. – Você acha mesmo que agora é hora de pensar em cabo de som de carro ??? Pelamordedeus, criatura, tô indo parir, portanto, me deixa em paz!!! Depois desse feliz voto de “bom parto”, fui pra sala de cirurgia… Eu, com pressão alta e o cara preocupado com cabo de som. É meu fim!!
Na sala de cirurgia, as coisas melhoraram, afinal, o anestesista era lindoooo!!! Casado, mas olhar não ofende. Pra ser sincera, já tinha passado por três anetesias, mas pela primeira vez na vida, tive medo. Medo de muita coisa, de morrer, sei lá. Anestesia aplicada, hora de começar a sentir as pernas adormecerem. Também estava com medo de sentir o corte. Naverdade muito medo pela Isabella. Tinha ainda uma instrumentadora, uma enfermeira e a pediatra, Dra. Liliam, uma fofura em forma de gente. A cesárea foi rápida e como o Dr. Augusto é muito descontraído, além de ser o melhor médico do mundo, fui relaxando… O anestesista me avisou que ia empurrar a minha barriga e que era ra eu não me assustar. O lindão empurrou a Isabella, ela saiu da barriga, não conseguia sentir nada, mas sabia porque via todos conversando… De repente ela chorou. Às nove e vinte e cinco, do dia vinte e um de outubro de dois mil e nove, nasceu a minha Isabella. Uma agonia de ficar ali, sem ver o meu bebê!!!
Em pouco tempo, a médica a trouxe, e colocou o rostinho dela no meu. Até hoje choro quando lembro e acho que sempre vai ser assim. Quando aquela coisinha pequenininha ficou encostada em mim, juro, não conseguia falar. Fiquei completamente engasgada. Só conseguia sentir… Sentir , beijar e chorar. O melhor beijo do mundo. O melhor choro do mundo. Eu via que tudo nela era especial: o chorinho, o cheirinho, a pele… Eu beijei muito a Isabella. Levaram minha pequena pra dar banho, colocar roupa, etc. A vontade que dava era de levantar da mesa e ir junto. Nossa, parece que o restante da cirurgia demorou séculos. Eu só queria ir pro quarto, ficar perto da Isabella.
Quando me levaram pro quarto, meus pais, meu irmão, a família da namorada dele, minha ex-sogra e ex-sogro e o fornecedor estavam lá. Todo mundo apaixonado pela Isabella. Depois que todos foram embora, fiquei namorando a minha cria. Linda, calma, perfeita!!! A Edna, enfermeira, ficou lá, me fazendo companhia quase a noite toda. Depois que ela saiu, a anestesia já tinha passado. Com muito esforço, consegui me levantar pra tomar água e também ir ao banheiro. Tinha receio da cirurgia abrir, sei lá… Não abriu, hehe. Voltei a deitar na cama e passei a noite toda com a mão na cabeça da Isabella, olhando praquele serzinho iluminado, na noite mais feliz de toda a minha vida…
Tenho muito a agradecer ao Dr. Augusto Cortizo Vidal, que foi um verdadeiro companheiro durante toda a gestação e principalmente, durante os dias que fiquei na maternidade. Escutava ele ligando pras enfermeiras até quatro vezes por dia pra saber como eu estava. Os funcionários da Maternidade Modelo também foram demais comigo. As enfermeiras cuidaram super bem de mim, dando os remédios na hora certa e também mostrando-se preocupadas com meu estado. Até as moças da cozinha, todo dia insistindo pra eu comer pelo menos um pouquinho… À Dra. Liliam, que fez uma linda prece pra mim e pra Isabella. Agradecer à minha mãe, que fez todo o possível por mim durante a gravidez e nos dias que fiquei internada. Meu pai, que não conseguia ir no horário da visita, mas ia lá á noite e ficava me olhando domir pela janela. Minha sogra que estava lá todos os dias e sei que rezava por mim tanto quanto a minha família. A tia Evarista, minha segunda mãe, que também não cansou de fazer orações. Meu irmão, que mesmo brigado comigo estava lá, do meu lado. E Deus, por ter me dado o maior presente que uma mulher pode ter…
Camyla, eu nem fazia idéia que as coisas tinham sido assim! Meu Deus, que mulher de fibra! Parabéns! Desde domingo passando mal… Q bom que tudo deu certo… Feliz por vc, de coração!
Concordo com minha amiga Rakell,emocionante é pouco!!! Ah e não posso negar que chorei muito emocionada com o texto!!! Vc merece o melhor sempre te disse isso…e Deus é fiel!!! Lembre-se sempre disso!!! Parabéns pela pequena Isabella e pela sua nova vida!!! beijokas lindona…
novembro 6, 2009 às 12:06 am
Um dia quando eu for mamae… vou entender o sentimento do seu relato. Beijos e felicidades!