Confissões de Gravidez

Três meses de descobertas e felicidade

Publicado por: camylanogueiracardoso em: janeiro 18, 2010

Os primeiros dias depois da chegada da Isabella foram bem cansativos. Eu estava eufórica, então, não conseguia ficar sossegada, deitada, como a maioria das mulheres que têm bebês fazem. Ficava andando na casa de lá para cá. Sentia meu corpo desinchando, voltando a ter mobilidade mesmo. Além do mais, depois de tudo que passei , queria mostrar força. Uma força que eu tenho que ter para o resto da minha vida.

Eu achava que não ia precisar da ajuda da minha mãe e a vida me mostrou o quanto errada estava. Aliás, precisei das minhas duas mães: a minha e a tia Evarista. Os primeiros banhos da Isabella foram dados pela tia Evarista, depois, eu é quem tomei as rédeas e sinceramente, adorei!!! Acho que passei uns cinco dias sem dormir, só ficava cuidando e olhando a minha cria. Na verdade, faço isso até hoje, rsrsr. Às vezes, de madrugada, é bom demais ficar sentada em frente ao berço olhando aquela belezinha, pura, inocente e com uma vida inteira pela frente.

Não achei nada complicado, porque funcionou assim: eu cuidava da Isabella e as minhas “amas” cuidavam de mim. Minha mãe por conta da casa e a tia por conta da comida. Confesso que comi muito bem no meu resguardo. Sopinha feita na hora, pãozinho com queijo, ah… quanta mordomia!!! Na minha família, funciona assim: quando uma mulher tem filho, sempre tem outra que vai ajudar. No meu caso, a tia Evarista é quem foi nosso anjinho da guarda. Depois de cuidar de quatro filhos e sete netos, não existia pessoa mais qualificada pra ficar com a gente. Depois que a Isabella nasceu, passei a olhar minha mãe com outros olhos. Quando eu estava em casa, ela fazia tudo pra mim. Quando fiquei internada, ela fez mais do que pôde. E depois que minha filha nasceu também. Agradeço a Deus todos os dias por ela existir na minha vida. Mas voltando à rotina de mãe. Nos primeiros dias, foram as descobertas. Fazer mamar de forma correta. Lembrar que tem que trocar fraldas (juro que eu esquecia), dar banho. Achei que fosse dar muito trabalho, mas percebi que os cuidados são simples. Apenas repetitivos.

A Isabella nasceu bem pequena, dois quilos e seiscentos. Mas esse “tamanhozinho” não me assustou. O mais complicado eram as noites. Ela acordava bastante e muitas vezes eu nem sabia o que estava fazendo de tanto sono. Não dormia à noite e também não dormia durante o dia. Depois do primeiro mês, ela passou a dormir praticamente a noite toda e aí consegui descansar. Acho que a gente fica cansado mesmo por causa da tensão em querer fazer tudo da forma correta. Algumas visitas fizeram muito barulho em cima da Isabella e isso estressava a criança e eu também. Fora ela ficar passando de colo em colo. Isso me fez passar mal de tanta agonia.

Fiz tudo exatamente como o médico e minha tia e minha mãe me orientaram. Mesmo assim, descobri que mães de primeira viagem recebem uma chuva de críticas, mesmo tentando fazer o melhor. “O umbigo não estava sendo curado da forma correta, dar chupeta é um absurdo, ela está assada ( mesmo melecada de tanta pomada!!!), as meias não são de algodão, etc, etc, etc”. As pessoas deveriam definitivamente entender que uma gravidez demora, pesa, dá enjôos, o parto às vezes é complicado, o que foi o meu caso, depois do nascimento ficamos estressadas. E com isso, queremos descanso também para as nossas cabeças. Descobri que quem mais dá palpite são os que nunca ajudam.

As filhas dos meus primos (sim, são muitas mulheres na família) estão grandinhas e sinceramente, achei lindo o carinho delas com a Isabella. Sempre gostei muito de crianças, por isso prestei mais atenção nelas. No primeiro mês, minha Isabella não ganhou muito peso, mas no segundo, tudo foi dando certo e ela engordou bastante, ficando com o peso desejado. Agora, prestes a completar três meses, consigo entender todos os sinais e o que não dá pra entender, vai por eliminação. Mas conheço bem o choro por manha, choro pra ficar no colo, choro de dor mesmo, sono, cólicas… Agora, ela já começa a sorrir. É só conversar com ela e já começa a sorrir. E aí é que penso: meu Deus, estou frita, vou passar o dia olhando esse rostinho lindo!!!!rsrsrs. E amamentar? nossa, é um momento muito bom, só eu e ela. Acho que todas as mães tem por obrigação amamentar. Quem nunca amamentou, com certeza não sabe respeitar quem quer ficar a sós com o filho, aproveitando esse momento que não volta nunca mais.  Enfim, agora sei pra que os peitos servem, rsrs.

 Mas gente, é muito engraçado. Um dia, perto do filho da gente, parece passar muito rápido. Daí, você começa a ter noção de que a vida é curta. Antes da Isabella, nem me importava com a minha vida. Se morresse amanhã, ok, vivi. Hoje não. Preciso estar viva. Trabalhar, ter mais, ser mais. Tenho alguém que precisa ser sustentada, educada, orientada. E isso pra mim é o verdadeiro sentido da vida: poder cuidar de outro ser humano. Os valores mudaram. O que era importante mudou também. A prioridade é ser uma pessoa melhor, pra dar o melhor exemplo. Muitos deixaram de ser amigos. Muitos amigos agora são família.

 A casa tem uma luz inexplicável… E eu finalmente consegui me unir à minha família. Tudo isso, graças à Isabella. Se ela e as dificuldades que passei durante a gravidez não tivessem existido, eu não teria tido a oportunidade de enxergar a vida com outros olhos. De dar valor aos que estão do meu lado, porque só eles merecem isso. Minha família se superou em carinho, amor e companheirismo. Se já éramos felizes, hoje somos imensamente mais. E tudo isso, por causa de uma pessoinha linda, que só tem três meses, mas parece que sempre fez parte de nossas vidas e se chama Isabella Cardoso Auad.

Cuspi pra cima, caiu na testa!

Publicado por: camylanogueiracardoso em: novembro 12, 2009

                        Quando minha família soube da  gravidez, foi aquela festa!  Com o passar dos meses, todos: mãe, pai, sogro e sogra ficavam fazendo planos com a neta que estava para chegar. Confesso que isso me irritava muito e irritação de grávida é algo fora do normal.  Grávidas são seres anormais… São uns E.T´s!!!  

 

                       Hoje, parida, percebo que meu Deus, a gente sofre muito, kkkkkk. A maioria das vezes sem necessidade. Mas na hora é necessário.  Enfim, sentia até palpitação quando escutava: Isabella vai viajar coma  vovó. Affe Maria!! Quem pariu Matheus que o embale! De jeito nenhum, minha filha fica comigo! Vovó vai cuidar da Isabella quando você for trabalhar… Nunca, berçários existem pra isso! E de novo a história do Matheus…

 

                    Bem, no post anterior, conto um pouco do quanto minha mãe m ajudou e foi minha maior companheira. Ainda não tenho psicologia pra lembrar disso, porque choro toda vez…  De gratidão, amor e também de vergonha por ter negado receber amor de quem mais tinha pra me dar. Meu também.

 

                         Mas vendo todas as notícias de babás que batem em crianças (era a notícia da semana antes do apagão) não tenho a mínima dúvida. Isabellinha vai ficar com a vovó sim! Porque eu vou precisar trabalhar pra dar comida pra ela, pra comprar remédio, fralda, roupa e sapato. Então, fica com a vovó. Avós amam os netos – acho até que mais que os filhos, já que nem me cumprimentam mais, nem sabem se comi, se tomei água, banho, etc, kkkk- e se tiverem tempo, porque não?

 

                        É melhor deixar a criança com as únicas pessoas da sua confiança e no futuro, os bichinhos (é jeito de falar) vão pra escolinha, aprender coisas novas e a se relacionar com outras crianças. Mas enquanto isso, Isabella vai ficar com a vovó sim, porque quem pariu Matheus, precisa de ajuda!!!

O PARTO FOI UM PARTO!!!

Publicado por: camylanogueiracardoso em: novembro 5, 2009

                    O mundo começou a ficar diferente no domingo, 18 de outubro. Acordei mal e depois do almoço, passei a vomitar sem parar. Não era vômito de enjoo não, era dor de estômago, uma coisa chata e irritante. Pedi e minha mãe me levou pra emergência já no final da tarde. Graças a Deus encontrei a Nevis, enfermeira conhecida e que sempre me ajudou quando precisei. Ela já me colocou dentro do consultório e o médico mediu minha pressão, que estava catorze por nove. Ele já me adiantou que eu estava com pré-eclâmpsia.

                      Liguei pro Dr. Augusto, meu obstetra, que pediu pra verificar a pressão mais duas vezes e depois ligar pra ele de novo. A pressão não baixou e fui internada no domingo mesmo. Foram quatro diasd vomitando a cada 20 minutos, sem conseguir comer ou beber algo. A pressão não baixava e os vômitos também não. Já estava tomando drogas muito fortes. Na quarta-feira, dia 21, fiz umas três ultras… Estava difícil, porque minha barriga doía demais, Isabella mexendo muito, eu já não aguentando de tanta dor. A cada apertão (eu sentia aperto) do aparelho da ultra, achava que ia desmaiar.

               À noite, o Dr. Augusto veio me ver e depois de examinar, decidiu fazer o parto. Juro, só dele me falar isso já fiquei aliviada. Liguei para minha mãe e pra mãe do fornecedor do esperma. Adivinha quem chega primeiro na maternidade??? O próprio! Nem foi convidado, pensei. Achei que ia se comportar, mas logo quis saber: – Cá, seus pais vão chegar logo? – Não sei… – É que tem um cabo de som no seu carro que é meu, preciso pegar. – Você acha mesmo que agora é hora de pensar em cabo de som de carro ???  Pelamordedeus, criatura, tô indo parir, portanto, me deixa em paz!!! Depois desse feliz voto de “bom parto”, fui pra sala de cirurgia… Eu, com pressão alta e o cara preocupado com cabo de som. É meu fim!!

                          Na sala de cirurgia, as coisas melhoraram, afinal, o anestesista era lindoooo!!! Casado, mas olhar não ofende. Pra ser sincera, já tinha passado por três anetesias, mas pela primeira vez na vida, tive medo. Medo de muita coisa, de morrer, sei lá. Anestesia aplicada, hora de começar a sentir as pernas adormecerem. Também estava com medo de sentir o corte. Naverdade muito medo pela Isabella. Tinha ainda uma instrumentadora, uma enfermeira e a pediatra, Dra. Liliam, uma fofura em forma de gente. A cesárea foi rápida e como o Dr. Augusto é muito descontraído, além de ser o melhor médico do mundo, fui relaxando… O anestesista me avisou que ia empurrar a minha barriga e que era ra eu não me assustar. O lindão empurrou a Isabella, ela saiu da barriga, não conseguia sentir nada, mas sabia porque via todos conversando… De repente ela chorou. Às nove e vinte e cinco, do dia vinte e um de outubro de dois mil e nove, nasceu a minha Isabella. Uma agonia de ficar ali, sem ver o meu bebê!!!

                      Em pouco tempo, a médica a trouxe, e colocou o rostinho dela no meu. Até hoje choro quando lembro e acho que sempre vai ser assim. Quando aquela coisinha pequenininha ficou encostada em mim, juro, não conseguia falar. Fiquei completamente engasgada. Só conseguia sentir… Sentir , beijar e chorar. O melhor beijo do mundo. O melhor choro do mundo. Eu via que tudo nela era especial: o chorinho, o cheirinho, a pele… Eu beijei muito a Isabella. Levaram minha pequena pra dar banho, colocar roupa, etc. A vontade que dava era de levantar da mesa e ir junto. Nossa, parece que o restante da cirurgia demorou séculos. Eu só queria ir pro quarto, ficar perto da Isabella.

                     Quando me levaram pro quarto, meus pais, meu irmão, a família da namorada dele, minha ex-sogra e ex-sogro e o fornecedor estavam lá. Todo mundo apaixonado pela Isabella. Depois que todos foram embora, fiquei namorando a minha cria. Linda, calma, perfeita!!! A Edna, enfermeira, ficou lá, me fazendo companhia quase a noite toda. Depois que ela saiu, a anestesia já tinha passado. Com muito esforço, consegui me levantar pra tomar água e também ir ao banheiro. Tinha receio da cirurgia abrir, sei lá… Não abriu, hehe. Voltei a deitar na cama e passei a noite toda com a mão na cabeça da Isabella, olhando praquele serzinho iluminado, na noite mais feliz de toda a minha vida…

 

                             Tenho muito a agradecer ao Dr. Augusto Cortizo Vidal, que foi um verdadeiro companheiro durante toda a gestação e principalmente, durante os dias que fiquei na maternidade. Escutava ele ligando pras enfermeiras até quatro vezes por dia pra saber como eu estava. Os funcionários da Maternidade Modelo também foram demais comigo. As enfermeiras cuidaram super bem de mim, dando os remédios na hora certa e também mostrando-se preocupadas com meu estado. Até as moças da cozinha, todo dia insistindo pra eu comer pelo menos um pouquinho…  À  Dra. Liliam, que fez uma linda prece pra mim e pra Isabella. Agradecer à minha mãe, que fez todo o possível por mim durante a gravidez e nos dias que fiquei internada. Meu pai, que não conseguia ir no horário da visita, mas ia lá á noite e ficava me olhando domir pela janela. Minha sogra que estava lá todos os dias e sei que rezava por mim tanto quanto a minha família. A tia Evarista, minha segunda mãe, que também não cansou de fazer orações. Meu irmão, que mesmo brigado comigo estava lá, do meu lado. E Deus, por ter me dado o maior presente que uma mulher pode ter…

Susto básico

Publicado por: camylanogueiracardoso em: outubro 13, 2009

Semana passada tive consulta com o Dr. Augusto e eis a surpresa: diabetes gestacional. Minha mãe estava comigo no consultório e achei que ia passar mal.  Enquanto o médico explicava, dava bronca e falava o que eu tinha que fazer, min ha mãe , que estava me acompanhando, falava junto. Achei que ela ia passar mal. Eu vendo os dois , parecia um filme sabe? Olhava aquilo e pensava: Deus, dai-me paciência além do limite!!! O médico fgalando e minha mãe quase chorando, achando que a hora de eu reencarnar estava bem perto. Claro que essa cena me tirou toda a calma e a pressão subiu. Espliquei pro doutor que minha mãe ia começar a apassar mal e eu estava muito barriguda pra carregá-la no meio da rua. Entendendo a “minha” situação, ele resolveu parar. Lição do dia: não levar mães ao obstetra. Melhor deixar as bichinhas se divertindo no dia da ultrasson.

 

Com a pressão lá em cima, o jeito foi esperar no conslutório até baixar tudo pra ir embora. Aí, começou meu martírio. O assunto d todos os meus minutos foi: diabetes gestacional.  No outro dia, resolvi passear pela internet e ver se o negócio era sério mesmo. Aí a ficha caiu. Sim, era sério. Mas eu passei a gravidez inteira me entupindo de açúcar, que virou a coisa mais gostosa do planeta. Como vou fazer??? Li que o neném pode ter sobrepeso, que pode nascer prematuro, que dificilmente conseguimos ter parto normal, que a mãe pode ter eclâmpsia, que posso ir direto pra UTI depois do parto.  Pronto! O pânico foi instalado na minha cabecinha materna.  Só me faltava carregar nove meses pra depois ter que deixar minha filha ser criada pelo imbecil do pai dela, affe. Falando em imbecil, por causa desse pânico, resolvi ligar , pra ver se ele tinha uma palavra amiga, algo que pudesse me acalmar. Percebi que ele realmente não tem tato pra nada, putaqueopariu. Disse que o que poderia acontecer era a criança nascer antes (ele não deve ter noção do que é um filho na UTI ou esse tipo de coisa)  , o que pra ele era ótimo. Enfim, sem comentários.

 

Comecei a fazer dieta. Cortei açúcares, carboidratos, comendo só o necessário. Adivinha o que aconteceu? Fraqueza, claro. Fui conversar com uma amiga, que o filho tem diabetes. Ela me ensinou a comer. Acho que estou fazendo o correto. Consulta com um bom nutricionista? Só daqui a duas semanas… Enquanto isso, o jeito é ir me virando.

 

Com 35 semanas, a barriga está muito pesada. A sensação é de que vai nascer toda noite. A bexiga está totalmente apertada, o que faz eu ir ao banheiro umas cinco ou seis vezes por noite. Acho que vou começar a dormir sentada no vaso, porque aí nem preciso me levantar.  Os enjoos não passaram. . Toda manhã, rezo uma missa no banheiro também. Com ou sem comida no estômago. Tento ficar o dia todo acordada, pra aproveitar melhor minhas noites, o que é quase sempre impossível.  Mas passear , trabalhar, fazer tarefas domésticas deixa o corpo totalmente dolorido.  As pernas principalmente, doem demais.

 

A sensação boa disso tudo  é a expectativa. A vontade de ver ela aqui nesse mundo ingrato é muito grande. Mamando, crescendo… E já imagino a bichinha de uniforme de escola, indo estudar pra não ser ignorante.

Tá chegando!!!

Publicado por: camylanogueiracardoso em: setembro 25, 2009

Tenho que confessar: perdi as contas. Foi assim… Achei que estava de 27 semanas, quando o dr. Augusto me disse que eram 31. Depois dessa consulta, nem me preocupei em contar mais as semanas.  Meu sexto sentido, que já estava em sinal de alerta, ligou a sirene vermelha.  Isso já faz umas duas semanas, o que quer dizer que a Isabella chega logo.

 

Durante  esses dias que passaram, comprei o restante das coisas que faltavam:  colchão, cobertor, mosquiteiro, banheira, fraldas RN, etc.  Minha mãe  terminou uma manta linda e também passou bico nas fraldinhas de pano.  O assunto da casa é só Isabella no momento. A  ansiedade está me remoendo!!!  Penso nela, sonho com ela, tudo ela. As roupinhas estão lavadas e a mala já vai ser preparada. Aí, é só esperar parir, o que quero mais que qualqyer coisa, rsrsr.

 

Definitivamente separada, percebi que a gente sofre nos primeiros meses. Precisamos de carinho, atenção, cuidado… Precisamos de um homem ao nosso lado. Isso é o ideal. Como não tive, recebi carinho de  quem sempre esteve do meu lado e dos meus amigos também.  Hoje em dia, homem é um assunto que não está na lista de prioridades.

 

Meus pais se mostram tão presentes que sinceramente, em mil vidas não consigo pagar o que fazem por mim.  Painho passa a mão na barriga, beija e conversa com a Isabella. Mainha faz todas as comidas que eu quero e também sai comigo pra eu não dirigir. Hoje entendo mais porque os pais fazem isso por nós. Depois que a Isabella nascer, entenderei mais. 

 

No oitavo mês (acho que é) alguns sintomas de grávidas aumentam. A falta de ar parece ser uma constante. Almoço e fico com falta de ar. Janto  e sinto o mesmo.  O jeito é comer bem pouco, pra não ficar pior.  O cansaço reina absoluto!!! Cansa acordar, fazer coisas, dirigir, andar… Cansa tudo, aaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!!!!!!!  O sono também continua e os enjôos também.  Durante umas duas semanas, passei mal com fraqueza. Só depois  percebi que não estava comendo o quanto precisava. Justamente por causa dos enjôos, achava melhor ficar sem comer a passar mal. Agora, engulo mesmo e comida e rezo. Rezo pra não vomitar tudinho!!!

 

A  verdade é que quero voltar a ser eu. Ok, impossível. Mas não é esse eu de sair sozinha e fazer o que quiser.  Ser eu sem enjôos, mal-estar, sem  queimação,  cansaço, sono, dores nas pernas, barriga, etc. Mas só aceito seu eu com minha filha perto  de mim. Porque desde que soube da sua exist~encia, não consigo mais me imaginar sozinha nesse mundo.

Tenho que confessar: perdi as contas. Foi assim… Achei que estava de 27 semanas, quando o dr. Augusto me disse que eram 31. Depois dessa consulta, nem me preocupei em contar mais as semanas.  Meu sexto sentido, que já estava em sinal de alerta, ligou a sirene vermelha.  Isso já faz umas duas semanas, o que quer dizer que a Isabella chega logo.

 

Durante  esses dias que passaram, comprei o restante das coisas que faltavam:  colchão, cobertor, mosquiteiro, banheira, fraldas RN, etc.  Minha mãe  terminou uma manta linda e também passou bico nas fraldinhas de pano.  O assunto da casa é só Isabella no momento. A  ansiedade está me remoendo!!!  Penso nela, sonho com ela, tudo ela. As roupinhas estão lavadas e a mala já vai ser preparada. Aí, é só esperar parir, o que quero mais que qualqyer coisa, rsrsr.

 

Definitivamente separada, percebi que a gente sofre nos primeiros meses. Precisamos de carinho, atenção, cuidado… Precisamos de um homem ao nosso lado. Isso é o ideal. Como não tive, recebi carinho de  quem sempre esteve do meu lado e dos meus amigos também.  Hoje em dia, homem é um assunto que não está na lista de prioridades.

 

Meus pais se mostram tão presentes que sinceramente, em mil vidas não consigo pagar o que fazem por mim.  Painho passa a mão na barriga, beija e conversa com a Isabella. Mainha faz todas as comidas que eu quero e também sai comigo pra eu não dirigir. Hoje entendo mais porque os pais fazem isso por nós. Depois que a Isabella nascer, entenderei mais. 

 

No oitavo mês (acho que é) alguns sintomas de grávidas aumentam. A falta de ar parece ser uma constante. Almoço e fico com falta de ar. Janto  e sinto o mesmo.  O jeito é comer bem pouco, pra não ficar pior.  O cansaço reina absoluto!!! Cansa acordar, fazer coisas, dirigir, andar… Cansa tudo, aaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!!!!!!!  O sono também continua e os enjôos também.  Durante umas duas semanas, passei mal com fraqueza. Só depois  percebi que não estava comendo o quanto precisava. Justamente por causa dos enjôos, achava melhor ficar sem comer a passar mal. Agora, engulo mesmo e comida e rezo. Rezo pra não vomitar tudinho!!!

 

A  verdade é que quero voltar a ser eu. Ok, impossível. Mas não é esse eu de sair sozinha e fazer o que quiser.  Ser eu sem enjôos, mal-estar, sem  queimação,  cansaço, sono, dores nas pernas, barriga, etc. Mas só aceito seu eu com minha filha perto  de mim. Porque desde que soube da sua existência, não consigo mais me imaginar sozinha nesse mundo.

SEIS MESES DE BORBOLETAS!!!

Publicado por: camylanogueiracardoso em: agosto 18, 2009

Seis meses de gravidez. Passa rápido. Voando!!! Agora sim, sinto os famosos calorões. E bem numa época em que o centro-oeste do Brasil fica com clima de deserto… Meus sonhos geralmente envolvem sucos de frutas bem geladinhos, piscinas, cachoeiras, lagos e mar. Só penso em me refrescar, 24 horas por dia!!!

 

O peso da barriga também começa a fazer diferença, mesmo porque, engordei 12 quilos até agora. Pesa para andar, fazer movimentos, pesa tudo. Hoje, imagino como é a vida de uma pessoa mais gordinha. Deve ser difícil. A sensibilidade diminuiu um pouco.

 

Estou bem menos chorona. Em contrapartida, um pouco mais irritada. O post anterior mostra bem isso. Já não tolero muito coisas bobas, mas agora, estou impossível. Noto tudo: a colega incompetente dando uma de espertinha no trabalho, o irmão folgado que finge que é santo, enfim, tudo me irrita. Semana passada, estava com nojo da Mili, a minha cachorrinha. Ela é suepr companheira, dócil, um amor. Mas eu estava muito brava com ela, pelo simples motivo da coitadinha existir. Fora a vontade que dava de vomitar quando olhava pra carinha dela… Passou!!!

 

Estou com pressa de montar as coisinhas da Isabella: quarto, terminar enxoval, etc. O tempo vai passando e vamos ficando com vontade de agilizar tudo mesmo. O sono insuportável e a fome de leão continuam comigo, firmes, fortes e irredutíveis. Aí é  vontade de ficar deitada o dia inteiro!!! Vontade de me acabar num pratão de comida de meia em meia hora… Mas nõ dá, né/ Tem que tocar a vida e aproveitar as horinhas pra descansar.

 

O melhor das 24 semanas são os chutes. Cada um mais forte que o outro. A Isabella gosta de chutar quando eu me deito. Ou seja, passo a noite sentindo a bichinha mexendo na minha barriga, hehehe. O resultado é mais sono no dia seguinte.

 

Palpites de mãe e sogra continuam. Você tem que fazer isso, aquilo, aquiloutro. Ah, elas ainda não entenderam que são avós não… Acham que são mães, vai entender, né? Não gosto nem de lembrar que elas querem a neta pra elas que já me dá palpitação… Vontade de sumir do mapa. Será que toda grávida sente isso? Será que todas as avós nutrem tanta expectativa assim? Como será?

 

Apesar de tudo, a cada dia amo mais essa barriga. Amo mais essa criaturinha que cresce aqui dentro. E tento melhorar a cada dia pra ser o melhor exemplo pra ela.

A auto-estima

Publicado por: camylanogueiracardoso em: julho 19, 2009

         

 

          Já citei num post anterior que depois que a barriga cresce nos sentimos grávidas de verdade.   Isso nos faz sentir mulher de novo. Mas uma mulher barriguda.

 

Algumas pessoas  vão dizer que você está linda, iluminada, etc, etc… Isso ficamos cansadas de saber.  Alguns maridos acham a mulher a coisa mais linda do mundo. Vão paparicar, chamar de lindas, tratar bem, fazer todas as vontades…

 

Outros maridos vão fazer cara de nem aí, tudo normal. Este é o caso do meu.  Ou do meu ex-marido, porque nessa altura do campeonato, só sei que estou grávida dele.  Há cinco meses não recebo um elogio. Só os do tipo: você é muito enjoada, ô mulherzinha chata, para de enjoar. Enfim, se cada um tiver o que merece, ando merecendo muito pouco, kkkk.

Isso faz com que eu me sinta horrível. E super baixo-astral.  Com os hormônios à flor da pele, nada melhor do que ter em casa um Don Juan ou um Shreck mesmo, que é um fofo. 

 

Homens deveriam se importar mais com a mulher, esposa ou companheira nesse período.  É importante ter alguém bacana por perto, que se mostre preocupado com o que acontece conosco.

 

Mas graças ao todo poderoso lá de cima, mulheres  de hoje têm muitos amigos do sexo masculino. Eles suprem bem essa necessidade.  Um deles vai te chamar de delícia! O outro, quer que  você se mude pra casa dele com barriga, mala e cahorro.  Uma vez a cada dois ou três meses, um deles vai te convidar pra jantar. Você vai, janta, ri muito e sai com a sensação de que precisa se aproximar mais dos amigos…

 

E quem fica com a parte do ” ô gostosa” ???  Os pedreiros… Ah, os pedreiros!!!  E também os bicicleteiros. Não os ciclistas, os bicicleteiros mesmo, rsrsr.  E todos os homens que passam na rua e que viram pra ver a bunda de qualquer mulher. Deus, obrigada por esse tipo de homem existir. Afinal, eles me acham gostosa e com uma barriga desse tamanho, preciso ser chamada de gostosa, de linda, de qualquer coisa que levante a minha auto-estima.  

 

Mas o mais importante, é que na gravidez, acabei descobrindo que preciso de muito pouco dos homens. O que é muito bom e ruim . Tudo ao mesmo tempo. Bom saber que posso ser auto-suficiente. Ruim perceber que os homens já não são mais importantes na vida como são pra minha mãe, minhas avós, tias, etc… 

 

O mais importante de tudo isso, está dentro de mim, hoje, mais do lado direito da barriga que do esquerdo, rsrrs.

20 semanas…

Publicado por: camylanogueiracardoso em: julho 6, 2009

Estou na vigésima semana de gravidez … Muita coisa acontece da décima  segunda para a vigésima.  Agora sim, tenho barriga!!! O detalhe é que calças e algumas blusas não servem mais. Os seios quase dobraram de tamanho. Finalmente, grávida, rsrrs.

Nessa fase, os enjoos quase que desapareceram.  Mas o corpinho começou a pesar. O reflexo é cansaço nas pernas à noite e também ao caminhar vários metros ou quilômetros.  Até hoje não fui à academia me matricular, atitude que pode me transformar numa baranga depois que a Isabella nascer. Ah, é esse o nome da minha gatinha: Isabella.  Voltando à academia, hoje à noite passo lá, sem falta!!!

Sempre achei um exagero grávidas comerem por dois, três, dez!!! Hoje, percebo que não é exagero não. Fome de grávida é uma coisa dolorida, chega a ser triste. Você começa a comer… no meio da refeição, parece que um segundo estômago se abre e com ele, a vontade de comer mais, muito e de colheradas bem cheias!!!   Às vezes, cedo à tentação e como um pouquinho mais. O problema é que o estômago e os outros órgãos já estão sendo comprimidos. Parece que a pressão aumenta um pouco, dá uma fadiga danada e fica complicado até conversar. Ah, e a fome ataca de duas em duas horas!!! Respirar de estômago cheio é difícil!!!  Por mim, Isabella nasceria mês que vem. Não, não nasceria porque estou adorando tê-la na minha barriga.

 

Falando nisso, a sensação de que borboletas voam na barriga é maravilhosa!!! Os movimentos ainda não podem ser vistos do lado de fora, mas por dentro… É uma  delícia!!!

Avôs e avós já fazem planos para a vidinha que vem chegando: eu vou fazer isso, ela vai comer aquilo, tem que cuidar desse jeito, tem que fazer tal coisa, etc, bláblábláblá… Percebo que acham nós, os pais, uns incompetentes. Isso irrita um pouco. A minha mãe, coitada, é o dia todo falando o que vai fazer. Fico pensando: mas e eu? Não vou fazer nada? Vou só parir e largar a menina? Não, não, não!!!  Acho que quando ela nascer, vou sair correndo da maternidade e ficar escondida até o bebê completar uns dois meses, kkkkk. Brincadeiras à parte, acho que nossos pais exageram nos cuidados. Imagine. A mulher passa por muitas transformações. O instinto é uma coisa fantástica, que deixa a gente sem medo de nada. Por exemplo: eu morro de dor até de agulha de injeção. Nunca imaginei que fosse escolher um parto normal, só que hoje, é isso que quero. Preciso que seja normal, pra logo depois, já tomar um banho e cuidar da minha filhota.  A natureza não nos deixa falahar com nossos filhos… Duvido que uma mãe de primeira viagem não saiba inconscientemente como dar o primeiro banho. Então, os pais deveriam se preocupar mais em não nos deixar tensas com a idéia de que vão se mudar pras nossas casa e nunca mais sair!!!! Tá bom, a ajuda é bem-vinda, mas sou possessiva e esperei 26 anos pra ter um filho meu, só meu, que divido no máximo, com o meu marido, kkkkk.

A primeira ultrassom

Publicado por: camylanogueiracardoso em: julho 6, 2009

A espera é longa. Uma hora ansiosa pela boa vontade do médico em te atender no horário, o que não acontece. Depois de toda essa tensão, hora da primeira ultrassom.

 

A imagem é mágica. Acho que só as mulheres e os médicos conseguem enxergar o que está naquela tela em preto e branco.  Já vi muitas coisas bonitas na minha vida. Mas nada se compara ao meu bebê. Tenho certeza de que todas as mulheres pensam como eu.  Nossa, a vontade que dá é de passar um dia inteirinho na sala de ultrasson. Só vendo aquela coisinha mais fofinha do mundo que não tem mais que quatro centímetros. A gente até esquece que o esquema é intra…

Saio da clínica pensando naquela fofura e assim fico dias e  dias…


    • Gustavo: ola... estava futricando na net e derrepente comecei a ler sobre voce, axei muito interessante, além de muito linda logico, e com todo respeito...
    • rafael santana parreira: filhos criados com vo cagam pao de queijo e mijam coca cola e o ditado nao sou eu q o diz...kkk mas como vc mesma disse vai ficar com a avo mesmo e qu
    • dany: amei a forma quw vc escreve...estou louca p ser mãe...

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